O impacto ambiental das garrafas plásticas


O impacto ambiental das garrafas plásticas é algo sério que precisa ser discutido e avaliado.

Todos já sabemos da importância da água na Terra. Sem ela, não haveria sequer vida. Os próprios médicos recomendam que a gente tome cerca de 2 litros de água por dia a fim de manter o organismo em um bom funcionamento. No entanto, as garrafas d’água que tanto usamos para nos hidratarmos é uma grande vilã para o meio ambiente. Conheça um pouco mais neste artigo O que são Fatores de Riscos Ambientais e como evitá-los

A produção de garrafas plásticas

Grande parte das garrafas de água são feitas de um certo tipo de plástico derivado do petróleo e chamado de politereftalato de etileno, conhecido também como PET. Segundo um estudo publicado na revista National Geographic, o maior consumidor mundial de água engarrafada, os EUA, produz cerca de 29 bilhões de garrafas de água por ano. Isso envolve aproximadamente 17 milhões de barris de petróleo na produção do PET.

Trata-se de uma quantidade considerável, ainda mais quando levamos em conta que estamos falando de um produto que, na prática, é descartável – muitas vezes o utilizamos somente uma vez. Claro que reciclar o material é essencial e faz a diferença, porém, é preciso lembrar também do investimento em energia e logística necessários para o processo de reciclagem. Mesmo assim, apenas uma parte do produto acaba sendo reprocessado. Uma grande parte deste material termina em depósitos de lixo e, infelizmente, em mares e rios.

Um estudo recente revelou que o Brasil deixa de reciclar metade das garrafas PET jogadas no lixo a estimativa é que esse resíduo ultrapasse a quantidade de peixes nas águas marinhas até 2050.

O impacto ambiental das garrafas plásticas

Quando comparamos o ciclo de vida das embalagens PET com o de alumínio e vidro, a PET é a que causa maiores impactos ambientais, sejam diretos, indiretos ou pós-consumo.

Quando as garrafas PET chegam aos oceanos, mares e rios, elas levam cerca de 400 anos no processo de degradação, podendo causar até a perda da biodiversidade.

Quando as garrafas PET chegam aos oceanos, mares e rios, elas levam cerca de 400 anos no processo de degradação, podendo causar até a perda da biodiversidade.

Quando as garrafas PET chegam aos oceanos, mares e rios, elas levam cerca de 400 anos no processo de degradação, podendo causar até a perda da biodiversidade. Além de tudo, acabam se transformando em microplástico, ou seja, pequenas partículas plásticas que são poluentes e tóxicas, sendo responsáveis por matar milhares de animais ao redor do mundo quando esses confundem essas partículas com comida. Saiba mais em nosso artigo Entenda a classificação de resíduos e os seus riscos“.

Tamanho o impacto ambiental das garrafas plásticas também é sentido por nós humanos. O politereftalato de etileno possui flatlatos em sua composição, um composto químico que, de acordo com estudos, desenvolve diabetes e obesidade em homens. Em sua composição, também há xenoestrogênio, que pode causar o desenvolvimento de alguns problemas de saúde para as mulheres, como doenças ovarianas (endometriose e síndrome do ovário policístico) ou mesmo uma desregulação hormonal.

Como reverter esse problema?

O consumo de água mineral aumenta a cada ano no mundo inteiro. Portanto, o ideal é reduzir a água engarrafada para o mínimo necessário, sendo a água filtrada o mais indicado para consumo em casa ou no trabalho mesmo. Deste modo, evitamos a geração de mais lixo e até a possibilidade de nos expormos a riscos desnecessários, que são geralmente associados ao consumo de água em garrafas plásticas.

Mesmo com tudo isso, o plástico não deixa de ser um material importante, moderno e flexível para o homem na sociedade atual. Contudo, para seguirmos rumo a um mundo mais sustentável, é preciso repensarmos em sua utilização e evitarmos cada vez mais os produtos descartáveis, principalmente os que não são biodegradáveis, diminuindo o impacto ambiental das garrafas plásticas no planeta.

Fonte: Ecycle

Autor: Reginaldo Pedreira Lapa
Engenheiro de Minas e de Segurança do Trabalho
Diretor da RISKEX

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